Quilombo, 1965

 

Vive e trabalha em Curitiba

 

A opção pela Arte como atividade de vida é a consciente aceitação da dinâmica de criar e produzir, tornar visível e assumir a responsabilidade de seus desdobramentos e descontroles para além da porta do atelier. Para Leila, a pintura tem um espaço alargado em seu fazer, mas várias questões convivem em seu pensar. São expressões que precisam de outros meios para existirem. São consequências do processo mental, e natural é a necessidade da existência real do produto artístico. Ao mesmo tempo que acontece a pintura – em sua quadratura plana – sente os volumes no entorno, que pedem atenção a todo momento: corpo, móveis, livros e objetos e a natureza além das janelas. No processo mental que se estabelece é crucial a chegada de ideias e novas ações. Como uma eterna e ávida aprendiz , ela zigue-zagueia em suas produções. Em suas pinturas a artista acolhe com paixão a pesquisa da cor e uma grande variação de matizes é constante em toda a sua produção pictórica. As paisagens surgem como elementos de memórias não somente do passado em meio a natureza, mas do que é visto e vivido no convívio urbano, marcados por planos geométricos. Com os objetos vem a busca atenta pela porcelana, em coletas aleatórias para criar novas peças. Seleciona cuidadosamente antigas ilustrações e as redesenha em decalques que são incorporados, através da queima, ao objeto. Nesse processo atribui-lhe novos significados. E a relação estreita com a porcelana também está no projeto coletivo Bordaduras, com inserção do textil atrelado às artesanias como crochê e bordado. Entre suas principais exposições individuais destacam-se as realizadas no Espaço Krissart em Miami (2001), na Casa da Cultura de Quilombo, SC (2000), no Espaço CEF Curitiba (1994) e na EMBAP em Curitiba (1987). Entre as coletivas de que participou, destacam-se o Grupo de Cerâmica no MON (Curitiba, 2013 e 2015), Coisas de Alice no Museu Alfredo Andersen (Curitiba, 2013), o Salão Elke Hering de Arte Contemporânea (Blumenau- SC, 2012), SP Expressions (New York, 2010) e a exposição Earth na ONU em 2016.

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